Friday, December 21, 2012

COMUNEROS

Sueños Del Paraguay (196?)


Sueños Del Paraguay
 
01. Bahia De Guanabara (Oswaldo Gaona) • 2:53
02. Che Picazu Mi (Eladio Martinez/José Asunción Flores) • 2:51
03. Assunción (Federico Riera) • 3:02
04. Pajaro Campana (Félix Pérez Cardozo) • 3:08
05. Mis Noches Sin Ti (Demetrio Ortíz/Maria Thereza Marquez) • 2:54
06. Regalo De Amor (Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:38
07. Que Será De Ti (Demetrio Ortíz/Maria Thereza Marquez) • 2:48
08. Anahí (Osvaldo Sosa Cordero) • 3:07
09. Lejania (Hermínio Giménez) • 2:42
10. Cascada (Digno Garcia) • 3:10
11. Mi Dicha Lejana (Emigdio Ayala Baéz) • 2:48
12. Mi Destino (Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:39
 


Friday, December 14, 2012

TANGOS COM STATUS

Tangos Com Status (1978)

 
 
Tangos Com Status
 
01. La Cumparsita - Luis Alberto Fleitas
        (G. H. Matos Rodríguez/F. Contursi/E. P. Maroni) • 4:28
02. Sentimiento Gaucho - Conjunto Ponta Porã
        (Francisco Canaro/J. Carusso) • 3:07
03. Adios Pampa Mia - Jorge Sobral
        (Francisco Canaro/Mariano Mores/I. Pelay) • 3:28
04. El Dia Que Me Quieras - Gregorio Barrios
        (Carlos Gardel/Alfredo LePera) • 3:32
05. A Media Luz - Francisco Petrônio
        (Edgardo Donato/Carlos Cesar Lenzi) • 2:30
06. El Choclo - Conjunto Ponta Porã
        (Angel G. Villoldo/Enrique Santos Discépolo/J. C. Marambio Catán) • 3:00
07. Nostalgias - Jorge Sobral
        (Juan Carlos Cobián/Enrique Cadícamo) • 3:49
08. Mi Buenos Aires Querido - Gregorio Barrios
        (Carlos Gardel/Alfredo LePera) • 3:03
09. Re-Fa-Si - Conjunto Ponta Porã
        (Enrique Delfino) • 3:16
10. Garufa - Jorge Sobral
        (Juan A. Collazo/R. Fontaina/V. Solino) • 2:15
11. Caminito - Gregorio Barrios
        (Juan de Dios Filiberto/Gabino Coria Peñaloza) • 3:10
12. Mano A Mano - Francisco Petrônio
        (Carlos Gardel/José Razzano/Celedonio E. Flores) • 3:32
13. Pregonera - Lorenzo Gonzalez & Amado Smendel
        (Alfredo de Angelis/José Rotulo) • 2:12
14. Sin Palabras - Luis Alberto Fleitas
        (Mariano Mores/Enrique Santos Discépolo) • 2:52
 

Friday, December 7, 2012

JANDIRA & BENITEZ

Selva, Noche, Luna... (1972)

 
 
Jandira & Benitez, brasileiros, cantam e compõem em português e espanhol, representam e difundem a música da fronteira.
Benitez ao percorrer no fio da memória a história de sua vida, revela, sob o signo da saudade, a musicalidade de dois países irmãos e analisa com sensibilidade a influência guarani nas músicas dos países do Mercosul.
Legítimos representantes da música de fronteira, Benitez, filho de pai brasileiro e mãe paraguaia, e Jandira de pai paraguaio e mãe brasileira, sempre homenagearam e cantaram Mato Grosso do Sul.
Cresceram com a arte na alma, o que os direcionou a viver intensamente da música e para a música.
Jandira & Benitez, inauguraram a época da música ao vivo nos restaurantes, em Campo Grande, cantando na churrascaria Braseiro. Em todas as casas que se apresentaram: Vitório's e Ponteio, entre outras, ganharam prestígio com a participação da dupla.
Mais tarde, inauguraram o restaurante La Carreta, que abriu portas para artistas latinos americanos e sul-mato-grossenses.
Criaram o espaço cultural Sol da Am;erica inspirados na ligação espiritual com o povo Inca, do Peru. Benitez prosseguiu com a vida artística apresentando-se em vários locais e nos finais de semana se apresentava no Argille Bar.
Excursionaram pelo Brasil e países da Bacia Platina num trabalho de integração da arte, levando nossa música por onde passavam.
Jandira deixou-nos, em 1994, mas vive em nossa memória por meio de composições e apresentações que marcaram época nos corações de todos que tiveram o privilégio de com ela conviver.
Sobre a trajetória da dupla fala Benites, que hoje dá continuidade à vida artística com entusiasmo e vitalidade. Com suas habituais performance, procura alegrar e surpreender os ouvintes fiéis que o aplaudem entusiasticamente.
Origem
Meu pai, brasileiro, serviu no 11 Regimento da Cavalaria de Ponta Porã. Casou-se com minha mãe paraguaia de Pedro Juan Caballero.
Nasci numa fazenda sul-mato-grossense, a Santa Rosa de Djalma Saldanha, em Itaquira, onde meu pai trabalhava.
Meu nome é Ciraco Benitez, mas todos me conhecem por Benitez ou Neno. Fui criado em Ponta Porã e desde cedo senti a música em mim. Meu pai tocava violão, bandolim e cantava.
Aos oito anos, ganhei do meu tio uma gaita de boca da marca Vencedora e aos 14 já era saxofonista.
Meu pai foi convocado a combater na Itália, na segunda Guerra Mundial. Não concordando em ir para a guerra foi considerado desertor. Em 1945, fomos todos a pé da fazenda até a fronteira de Ponta Porã, onde ele registrou os filhos. Crescemos em Pedro Juan Cabalero e conclui a quarta série ginasial no Grupo Escolar Bento Gonçalves em Ponta Porã.
Depois dos 15 anos, meu tio queria que eu fosse estudar em São Paulo, mas eu já estava de cabeça virada para o mundo da música. Logo que chegamos meu pai foi embora para Amambaí e mamãe resolveu distribuir os filhos para os irmãos. Criado por meu tio Luís Meireles cresci com a musicalidade na alma, só queria viver de música e para a música.
Início da carreira artstica
Tocava com dois guris violeiros. Fazíamos os bailezinhos nas casas, e a meninada dançava. Levávamos muito a sério a música apesar de sermos crianças. Sentíamos cada vez mais a necessidade de manifestar o sentimento artístico. Nossa maior aspiração era tocar num palco com o público assistindo.
Aos 18 anos já era saxofonista e integrava um grupo com piston, bateria, contrabaixo.
Tocávamos no recém-inaugurado Tênis Clube de Ponta Porã. Nessa época eu começava a ter noção maior do que  é um grupo musical, do entrosamento necessário entre os artistas e do crescimento que isso proporcionava.
Quando chegou o tempo do serviço militar, consegui que o comandante do regimento de Cavalaria me enviasse para servir em Campo Grande, sonhando com o dia de conhecer a cidade.
Cheguei a Campo Grande, acompanhado do amigo Clarito que me deu assistência e levou-me ao quartel general. Servi na 14º Companhia da saúde e um ano depois dei baixa. Cantava muito na noite e era conhecido por aqui.
Fiz amizade com os oficiais solteiros, que me apresentavam às pessoas e me levavam para fazer serenatas com um acordeonista que me acompanhava.
Retornei à Ponta Porã, formei um grupo de músicos e voltei a tocar saxofone com artistas de Assunção, que dominavam instrumentos de sopro e teclado. Gostaram do meu som e me convidaram para excursionar com eles em Campo Grande.
O projeto era ganhar dinheiro para ir trabalhar no Rio de Janeiro ou em São Paulo e depois pegar um navio para ir para a Europa, mesmo que, para este fim tivssemos que lavar pratos para pagar as passagens. Brincávamos mas no fundo era verdade. Eles acabaram indo e eu fiquei aqui, conquistado por Jandira com quem formei a dupla.
Quem era Jandira
Jandira nasceu em Aroeira, perto de Rio Brilhante. Sua mãe Deolinda Rosa Sandim, veio de Mariana, Minas Gerais, e o pai Salustiano paraguaio. Quando eles estavam chegando a Aroeira, a mãe de Jandira deu luz na carreta. Desceu com a filha nos braços e sem a oportunidade de ter assistência médica veio a falecer.
Salustiano, peão da fazenda, fazedor de cerca, vaqueiro, levou a criança até Rio Brilhante e a entregou à senhora Antônia Nogueira, dona de um hotel na cidade, que a acolheu.
Dona Antnia, filha de um fazendeiro do Paraná, viúva desde os 15 anos, pegou amor pela criança. Após alguns anos, o pai doou-a de papel passado para aquela que a criava como verdadeira mãe. Dona Antônia morou com a filha a vida toda, e faleceu aos 88 anos cercada de muito amor e carinho.
Jandira estudou no colégio Maria Auxiliadora e depois se formou professora, em Lins, São Paulo. Era uma mulher inteligente, dinâmica e empreendedora. Casou-se cedo com Carlos Buytendorp e teve duas filhas que muito amava a Márcia e a Yara. Do segundo casamento, comigo, nasceu Samuel Ataualpa. Era espírita, acreditava em reencarnação. Eu também sou espírita e hoje trabalho inspirado pela vibração espiritual.
No início do meu casamento fui a um centro espírita, e uma entidade incorporada me alertou que Samuel ia chegar. Estranhei, pois Jandira havia feito tratamento para no ter mais filhos. Pouco tempo depois tivemos a grande alegria de saber que ela estava grávida de Samuel.
Cantora, violinista e compositora escrevia as músicas num caderno. Em 1962, gravou em São Paulo com o grande maestro paraguaio Hermnio Gimenez, Mi Pena, em espanhol, em português, Minha Dor.
Escreveu composições em homenagem às cidades como: Coxim, Campo Grande e Corrientes. Os artistas atuais estão gravando suas músicas, o que me deixa muito feliz. O Marlon Maciel gravou Guainita Amada.
A Dupla Jandira & Benitez : o encontro e a formação da dupla
Conheci Jandira logo que chegamos a Campo Grande, porque o grupo musical que eu integrava, hospedou-se num hotel entre as ruas Dom Aquino e Cândido Mariano, cujos donos eram paraguaios.
O proprietrio do hotel nos apresentou Jandira (que quer dizer favo de mel), que era dono de uma boate Caravelle. Na época estávamos terminando o contrato dos grandes músicos que se apresentavam na casa: maestro Pedroca, acordeonista; Lalo, pianista; Javer, pistonista; e Agápito Ribeiro, saxofonista. Jandira procurava justamente músicos que inclussem no repertrio ritmos sul-mato-grossenses da fronteira: chamamé, guarânia, polca e rasqueado. Tocamos por uma hora e agradamos em cheio. Fomos contratados por mais oito meses ao fim dos quais comecei a observar que eu e Jandira já tínhamos um olhar diferente um para o outro. Comeou a surgir entre nós um elo que foi crescendo. Quando venceu nosso contrato. Jandira perguntou se eu queria ficar com ela e respondi que sim. Os destinos foram traçados, meus companheiros seguiram para São Paulo e posteriormente para a Europa .Mas eu formei dupla com Jandira do que não me arrependi; cantávamos e tocávamos instrumentos.
Tive o prazer de conhecer, em 1967, o maestro Hermnio Gimenez, grande amigo de Jandira, autor de Meu Primeiro Amor, Cierro Corá, Renascer el Paraguai, Canto de Mi Selva e outras guarânias, o que nos proporcionou grande sucesso.
Procurei aperfeiçoar-me na teoria e execução de instrumentos musicais. Tive aulas de saxofone com o maestro paraguaio Da Cuña, em Pedro Juan Caballero, e estudei piano com a professora Tunita Mendes, em Campo Grande. Eu e Jandira decidimos excursionar por alguns anos no Pasí. Visitamos Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina, além de Cuiabá.
Msica ao Vivo - La Carreta
Nos anos de 1960, os restaurantes de Campo Grande não apresentavam música ao vivo. Cantávamos sà vezes para os amigos, no restaurante Braseiro, do general Bacchi, que, devido o sucesso que fazíamos, resolveu nos contratar. Aceitamos formar um grupo para cantar no restaurante, tocando de mesa em mesa noite adentro. A moda pegou e lá permanecemos por vários anos.
Tempos depois, eu e Jandira, inauguramos o restaurante La Carreta. Compramos o ponto de dona Maria Edwirges, proprietria de uma lanchonete que funcionava na rua Calógeras , esquina com a rua Barão do Rio Branco.
Abrimos também a Lavanderia Sol, que funcionou por 15 anos, na Rua Rui Barbosa, com apoio do amigo Cantero.
Trabalhávamos para sobreviver. De dia na lavanderia e de noite no restaurante, sem descanso.
Criamos um espao para músicos daqui e de Buenos Aires, trouxemos músicos correntinos. Para a noite do chamamé, com grandes bandeonistas, trazíamos os Violinos Mágicos do Rio de Janeiro, um grupo de violinista vestidos de zíngaro,que tocavam a luz de velas e causavam grande sensação. Recebíamos também o som dos Andes, dos grupos peruanos e bolivianos que vinham enriquecer nossas noites, além de músicos e bailarinos paraguaios de Assunção. Era uma casa de muita alegria e cultura musical, que estava sempre lotada.
Convidávamos músicos daqui como Zacarias Mourão, que tinha um selo, uma gravadora, em São Paulo que abria as portas para os artistas sul-mato-grossenses. Devemos muito ele que ajudou nossos artistas a gravarem discos,o que era muito difícil na época.
Em 1982. transferimos o La Carreta para um grupo de empresários do Rio Grande do Sul. Passamos então a cantar nos restaurantes de Campo Grande como o Vitório's e o Ponteio, aumentando a clientela que nos aplaudia com entusiasmo. Dessa forma posso dizer que implantamos a era da música ao vivo nos restaurantes do estado.
O Sol da América
A sensibilidade cultural fundamental, marcante para a vida. Principalmente do artista. Nós temos uma terceira visão. Quando eu canto ou componho sempre existe algo que vejo além da realidade. Temos valores, artísticos, espirituais, nossa seita, nossa doutrina. Por termos aceitado a doutrina espírita eu e Jandira criamos o Sol da América, em 1993. Essa ligação nasceu em função da sintonia que temos com o povo Inca do Peru, com Atauapa, o lútimo rei Inca.
Recebemos comunicações espirituais e acreditamos em seus ritos, na luz que emanam.
O espaço Sol Amréica funcionou com grande sucesso por dois anos.
Brasileiros com muito orgulho
A dupla Jandira e Benitez sempre homenagearam e cantaram Mato Grosso do Sul. Somos sul-mato-grossenses e fizemos várias msicas brasileiras. Em português, além de compor em espanhol e guarani. Graças a Deus falo três idiomas, português, espanhol e guarani, porque cresci na fronteira, onde me ajudaram a elevar meus sentimentos nas horas mais tristes e mais alegres.
Servi o exército, jurei por uma pátria, uma bandeira, sou patriota, tenho orgulho de ser brasileiro.
Discografia
Nossa primeira gravação foi graças a Zé Correa, que nos incluiu no seu disco O Inimitvel. Participamos com quatro músicas, dentre as quais Serenata De Amor Para Você e Mensaje De Amor. Depois ele nos apresentou ao Mário Vieira, da Califórnia, que nos deu várias oportunidades. O segundo disco que gravamos foi o LP Selva, Noite, Luna, com a música El Mensu. Em 1973 gravamos o LP de La Carreta e em 1974, o último disco Estampas Mato-grossenses - Boas festas. Foi um presente de natal que oferecemos aos nossos amigos e fãs. Traz Chalanas, composições para as cidade de sul-mato-grossenses e também músicas do Capitão Furtado.
Infelizmente Jandira partiu em 1994, em conseqüência de um câncer generalizado.
Sonhos Guaranis
A língua da Nação Guarani, durante séculos, dominou os países que hoje compõem o MERCOSUL: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O Paraguai fundado por espanhóis, tornou-se bilíngüe e a língua guarani inspirou a maioria dos poetas paraguaios como Manoel Ortiz Guerreiro, autor de India e várias guarnâias cujas letras mesclam o guarani e o espanhol.
No Brasil, também pode ser observada a influência do guarani na literatura e em todos os estilos musicais, bem como na dança, no teatro e no cinema.
Influência Cultural Paraguaia
Quando terminou a Guerra da Tríplice Aliança, os combates do exército viajaram e carregaram as boiadas para alimentar os sobreviventes da guerra. À medida que os anos se passaram, essas boiadas foram se separando. Quando terminou a guerra, fazendeiros que chegaram principalmente de Minas Gerais, começaram a se instalar em Rio Brilhante, Vacaria, Dourados, Ponta Porã e Amambaí. Por não saberem trabalhar com o couro, com a madeira ou laminar os postes, iam a Assunção contratar trabalhadores paraguaios para fazerem as divisas das fazendas. Eles vinham para cá trazendo panelas de ferro para cozinhar arroz carreteiro e a guampa para tomar o chimarrão com erva-mate.
Carregavam um saquinho com carne seca que chamavam de sesina. Colocavam a carne num arame e com uma pequena faca afiada faziam um cordo de carne, que secavam ao sol e salgavam. Nas horas de lazer tocavam um violãozinho com cravelhas de madeiras que cuspiam para molhar e afiar melhor, alisando até acertar.
Trabalhavam de sol a sol. Quando retornavam da lida, enquanto esquentavam a água para fazer arroz carreteiro acompanhado do chimarrão, pegavam o violão, no crepúsculo do dia, para receber a noite e, bem descansados, cantavam suas angústias rasqueando o violão. Aos poucos os outros músicos foram aprendendo as melodias e os moradores das fazendas absorvendo os costumes dos paraguaios que cotiavam e rasqueavam o violão, dando à origem música sul-mato-grossense que é  o rasqueado.
Chamamezeiros Legtimos
O chamamé é correntino. Antes só se ouvia a polca e o rasqueado. A geração que se seguiu trouxe o chamamé e eu sou um deles que cantava Tu Pañuelo. Antes de mim só o Zé Corra que tocava Quilometro 11, depois Helinho do Bandoneon, Dino Rocha, Abel Baez, entre outros.
E os adeptos foram surgindo. Hoje temos chamamezeiros legítimos, já nascidos aqui no Mato Grosso do Sul, belos acordeonistas que não deixam a desejar.
O fato da música nascer em Campo Grande não impede que ela seja chamamé, o ritmo de chamamé.
Extrado do Livro "A Música de Mato Grosso do Sul - Histórias de Vida". Campo Grande/MS - 2009 páginas 323-333. Autoras: Maria da Glória Sá Rosa e Idara Duncan.
Maria da Glória Sá Rosa

 
Selva, Noche, Luna...
Tanto na edição original lançado pela California Discos (CL-451) como na re-edição lançada pela Cartaz (LPC-5254) a relação das músicas nas capas e nos selos não correspondem às músicas gravadas no disco.  Ao adaptar as capas para o tamanho do CD, a relação das músicas foi colocada na ordem em que estas se encontram no disco.
 
01. Adios Pueblo (Gregorio Cabrera Gonzales) • 3:56
02. Che Pochi Ma Nendive (Emiliano R. Fernandes/Félix Pérez Cardozo) • 3:31
03. No Me Niegues Tu Amor (Martín Barrios) • 2:06
04. Recuerdo De Una Noche (Hermínio Giménez) • 3:40
05. Soy Paraguaya (Cirilo R. Zayas/Chinita de Nicola) • 2:45
06. Asuncena (Félix Pérez Cardozo/Antonio Ortíz Mayans) • 2:25
07. El Mensú (Vicente Cidade/Juan Ramón Ayala) • 4:13
08. Canto A Itacuruby (Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:59
09. Isla Saca (Santiago Cortesi) • 3:19
10. Cuando Tú Regreses (Canción Del Camino) (Hermínio Giménez/Jandira) • 2:56
11. Co-Che Triste Purajhei (Mi Triste Cantar) (Hilarión Correa/M. de los Santos Yudice) • 2:21
12. Serenata (Emiliano R. Fernandes/Félix Pérez Cardozo) • 2:36
 

Friday, November 30, 2012

RAFAEL SOLANO

Dominicanita (1968)


Rafael Solano começou a envolver-se com a música enquanto participava de um coro local quando tinha treze anos de idade.  Depois de estudar piano, o jovem e entusiático músico saiu de sua nativa Puerto Plata e mudou-se para Santo Domingo para juntar-se ao Conservatório Nacional de Música.
A Gran Orquesta Angelita de la Voz Dominicana, as orquestras de Antonio Morel e Alfonso Larrain foram suas primeiras experiências no campo da música popular.  Durante o início dos anos de 1960, Solano teve a oportunidade de apresentar-se ao vivo em Nova York, retornando para a República Dominicana com vários projetos para promover os artistas locais.  Um show televisivo chamado La Hora Del Moro, e um festival de música nacional estavam entre eles.  Sua balada romântica "Por Amor" tornou-se um clássico latino.
 
Dominicanita
 
01. Dominicanita (Rafael Solano) • 3:44
02. Como Juan (Rafael Solano) • 3:46
03. Reir Y Bailar (Derechos Reservados) • 3:46
04. El Figurin (Rafael Solano/Mundito Espinal) • 3:20
05. Cibaeña (Grupo Convite) • 4:05
        Canta: Rico López
06. Pensandolo Bien (Rafael Solano/Yaqui Núñez del Risco) • 3:53
07. Poquito, Poquito (Meche Diez) • 3:29
        Canta: Armando Beltre
08. ¿Corazón, Por Que La Quieres? (Derechos Reservados) • 4:24
09. Cuando No Estas (Rafael Solano/Nandy Rivas) • 3:26
10. Me Llaman Rico (Rafael Solano/Yaqui Núñez Del Risco) • 3:52
        Canta: Rico López


Sunday, November 25, 2012

AMÉRICA LATINA CANTA

América Latina Canta (1979)


América Latina Canta

01. Machu Pichu - Quilapayun
       (H. Lagos/E. Carrasco) • 3:03
02. Rin Del Angelito - Inti-Illimani
       (Violeta Parra) • 3:19
03. Amigos Tengo Por Cientos - Tita Parra
       (Violeta Parra) • 3:49
04. Baguala India - Illapu
       (O. Torres/A. Márquez) • 3:03
05. La Flor Del Café - Jatari
       (Tradicional) • 2:55
06. La Jardinera - Isabel Parra
       (Violeta Parra) • 3:17
07. Juana Azurduy - Mercedes Sosa
       (Felix Luna/Ariel Ramirez) • 3:24
08. Tierra Mestiza - Folkloristas
       (G. Tamez) • 3:39
09. Mi Libertad - Amparo Ochoa
       (Rubén González) • 3:18
10. Ingá - Victor Jara
       (Victor Jara) • 2:29
11. Ojos Azules - Curacas
       (Tradicional) • 1:34
12. Un Valz Para Jasmín - Tito Fernandez
       (Tito Fernandez) • 3:17

Sunday, November 18, 2012

BIENVENIDO GRANDA

Total (EP) (1965)

 
 


Bienvenido Granda ficou órfão aos seis anos de idade. Descobriu sua vocação para os ritmos cubanos e os tangos ainda criança, quando cantava pelos ônibus em Cuba. Começou sua carreira entre as décadas de 1940 e 1950, em emissoras de rádio, como a Rádio Cadena Azul, Rádio Cadena Suaritos, Rádio Progreso, Rádio CMQ e Rádio RHC. Seu primeiro conjunto chamava-se Sonora Matancera, em 1940. Atuou com este grupo durante muitos anos, até que, em 1954, começou a sua carreira solo. Apresentou-se em vários países da América Latina até fixar residência na Cidade do México, onde faleceu. Interpretou vários gêneros musicais cubanos e caribenhos, especialmente o bolero.


Wikipedia

Total (EP)

01. Total (Ricardo Garcia Perdomo) • 2:52
02. Egoismo (Moises Zoauin) • 2:38
03. Gracias (G. Midaguilar/Rodolfo G. Velardes) • 2:47
04. Soñando Contigo (Vedasto Acosta) • 2:38


Saturday, June 16, 2012

RENATO ARTURO

Renato Arturo (1965)

Renato Arturo, cantor e compositor mexicano.  Infelizmente não encontrei mais informações sobre esse artista.  Alguém pode ajudar?

Renato Arturo (1965)
Neste disco pode-se notar claramente a influência que a música mexicana exerceu em alguns segmentos da música regional brasileira.

01. El Pastor (Cuates Castilla) • 3:09
02. Pobre Del Pobre (Adolfo Sallas) • 2:40
03. Por Tu Amor Mi Palomita (Cirilo R. Zayas/Chiita de Nicola) • 2:18
04. Camino Viejo (José Alfredo Giménez) • 3:04
05. Mensaje De Amor (Oswaldo Gaona) • 2:31
06. Siete Noches (Roberto Cantoral) • 2:58
07. Pa Que Pa Que (Renato Arturo) • 2:06
08. Siglo Viente (Mario López Ugarte) • 2:44
09. De Boca En Boca (Juan José Espinosa) • 3:01
10. Colombia (Heli Toro Alvarez/Renato Arturo) • 2:15
11. Tu Boda (Adolfo Sallas) • 3:23
12. Tu Sonrisa (J. Queiroz Filho) • 3:27


Friday, June 8, 2012

PAPI MEZA

Romantico Paraguay (197?)


Papi Meza (Justo Meza Roa - Marambur, Luque - 14/05/1937) iniciou-se na música tocando bateria, depois violão e finalmente o acordeon com sua família e logo depois em festivais juvenis.  Sua primeira atividade profissional foi com a Orquesta Típica de Manuel Roa.  Em 1957 começou a tocar com Quinta-Escalante, e, 1960, formou seu próprio conjunto. Em 1964 gravou seu primeiro LP com a Orquesta de Ramón Maciel Romero.
Anos mais tarde fez parte do conjunto de Aníbal Lovera e como acompanhante do duo Vargas & Saldivar, além de outros, gravando vários discos como Ofrenda A Mi Madre (1975) e com o duo Rivero & Sanabria; também gravou com Demetrio Ortíz, César de Brix, Papi Orrego, Lorenzo Leguizamón, do Gallardo & Arce, Pablo Barrios, Enrique Samaniego e muitos outros.
Entre 1979 e 1989 participou com outros artistas em tournés pela Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai e Estados Unidos.
Entre suas composições se destacam "Ndeve Añonte Rohayhu" (1964), "Che Añomi Jave", "Ejapysakä Mi Prenda", "Lirio Del Campo", "Gladisita Linda", "Mi Bien Amada", "Mi Clavelina" (com Hilarión Correa), Moköi Che Yvoty"(1980), "Tus Ojos" e outras, totalizando umas cinquenta composições, a maioria gravada por diferentes intérpretes.


Romantico Paraguay
Esse é mais um daqueles discos memoráveis que acabam sofrendo com as ações do tempo e infelizmente chegou às minhas mãos sem capa. Encontrei algumas referências na Internet mas meus conhecimentos de computação gráfica ainda não são bons o suficiente para fazer com que as imagens que achei ficassem com uma qualidade mínima de impressão.  Portanto, fui obrigado a "criar" uma capa nova e para isso usei uma fotografia do Lago de Ypacaraí tirada pelo fotógrafo paraguaio Robin Glaiss.

01. Cariñito Mio (Loreta Darte/Diosnel Chase) • 2:30
02. Concepción (Guillermo Jara/Emiliano R. Fernández) • 3:11
03. Mi Lucero Escondido (Che Lucero Ñemimey) (Diosnel Chase/Emiliano R. Fernández) • 3:10
04. Amor Supremo (Transito Cocomarola/Nelly Cocomarola) • 3:16
05. Soledad (Paulo Almiron) • 2:46
06. Selección • 2:49
        En Tu Ventana (Transito Cocomarola)
        Villetana (Samuel Aguayo)
        Trigueñita (Agustín Caceres)
07. Azucena (Zoito F. Cantero/Aníbal Lovero) • 3:14
08. Estrellita (Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:43
09. Che Ra Pegue (Mi Ex Camino) (Hilarión Correa/Papi Meza) • 2:36
10. Mi Clavelina (Hilarión Correa/Papi Meza) • 1:42
11. Rosa Blanca (Alberto Hemosilla/Tomas Benites Valdéz) • 3:01
12. Me Voy Nomás Lejos (Tahjante Che Mombyry) (Diosnel Chase/Miguel G. Fariña) • 2:44

Saturday, June 2, 2012

IGUAÇU

La Música Más Hermosa Del Paraguay (1975)


La Música Más Hermosa Del Paraguay

01. Recuerdo De Ypacarai (Zirkin/Demetrio Ortíz) • 3:29
02. Llegada (Fernando Bustamante) • 2:59
03. Misionera (Fernando Bustamante) • 1:56
04. Nde Rendape Ayu (Avelino Flores/Manuel Ortíz Guerrero) • 2:54
05. Pajaro Chogüi (Pitagua) • 2:04
06. Paloma Blanca (Meneco Norton) • 2:15
07. Pajaro Campana (Felix Pérez Cardozo) • 3:09
08. Plegaria Del Arpa (D. Bernal) • 2:46
09. Siete Notas Musicales (Emiliano R. Fernández) • 2:07
10. Río Rebelde (Uballes/C. Aguirres) • 1:37
11. India (Avelino Flores/Manuel Ortíz Guerrero) • 2:42
12. Despedida (Felix Pérez Cardozo) • 2:20

Friday, May 25, 2012

ORQUESTA GUANTANAMERA

Carrera Al Exito (1977)


Carrera Al Exito
Mais um disco comprei em uma das minhas idas a La Paz, este em 1982, mas infelizmente nada sei sobre o grupo.
Uma seleção de músicas Bolivianas bastante alegres e bem dançáveis.  Vale a pena escutar.

01. Amor Com Amor Se Paga (Derechos Reservados) • 3:16
02. Vale Todo (Derechos Reservados) • 2:37
03. Cariñito (Derechos Reservados) • 3:01
04. Jardin De Amor (Derechos Reservados) • 3:16
05. Jacha Uru (Mario Gutierrez) • 2:36
06. Caporal (Tuntuna) (Tradicional) • 2:29
07. Morenos de Tiawanacu (Gumercindo Lidicio) • 2:23
08. Recuerdos de Zampoña (Juan Cori Calami) • 2:34

Saturday, May 19, 2012

OFÉLIA

Aconchego (1987)


Ofélia - Cantora Sul-Matogrossense acompanhada pelo conjunto Internacional Master's... Alguém sabe mais alguma coisa???

Aconchego

01. Sabrás Que Te Quiero (Teddy Fregoso) • 2:58
02. Toda Una Vida (Oswaldo Farrés) • 2:37
03. Quiereme Mucho (Gonzalo Roig) • 3:49
04. Angustia (Orlando Brito) • 3:15
05. Perfídia (Alberto Dominguez) • 3:29
06. Vereda Tropical (Gonzalo Curiel) • 3:20
07. Saudade (Mário Palmério) • 2:46
08. Mis Noches Sin Ti (Demetrio Ortíz/Maria Thereza Marques) • 3:08
09. Juntito Los Dos (Angel Benitez/Aparicio de Los Rios) • 2:40
10. Mi Dicha Lejana (Emigdio Ayala Báez) • 3:46
11. Que Será De Ti (Demetrio Ortíz/Maria Thereza Marques) • 2:43
12. Ndeve Guara Santani (Galeano Morel Y Molas) • 2:58

Friday, May 11, 2012

GREGÓRIO BARRIOS

Oración A Mi Amada (1957)




Gregório Barrios Villabriga, natural de Bibao, Espanha, viu a luz em 31.1.1911, no seio de sua famlia de poucos recursos. Teve 3 irmãos. A família, quando Gregório estava com 10 anos de idade, foi forçada a emigrar para a Argentina, porque seu pai, socialista convicto, estava sofrendo perseguição política.
Gregório, na Argentina, trabalharou desde cedo em diversos empregos, até se fixar, durante 12 anos, na parte administrativa de uma empresa pavimentadora de estradas. Nessa empresa, chegou a um posto de chefia. Mas fôra num emprego anterior que, ao cantarolar em serviço, ouvira elogios do filho do dono, com um comentário que o despertaria para a possibilidade de seguir a carreira artstica: "Com essa voz não sei como você aguenta meu pai!"
Resolveu então estudar canto, tendo o apoio de sua tia Epifânia, que custeou seus estudos. Foram quase 15 anos de aulas, ocupando todas as horas disponíveis, com o professor e tenor Abelleff e o barítono Iturbi, do Teatro Colón, de Buenos Aires.
Em 1938, passa a cantar na Rádio Callao. O nível artístico da emissora não era recomendável e tendo o mesmo nome de seu avô, que respeitava muito, resolveu adotar o pseudônimo de Alberto Del Barrios. Além de cançonetas e trechos de ópera, cantava tangos, mas cedo viu que não tinha queda para esse gênero. Nessa altura, já tinha desistido de qualquer sonho com relação  à cena lírica, de tão raras as oportunidades. A consagração de nomes como Pedro Vargas, Olga Guillot, Alonso Ortiz Tirado e Elvira Rios, nos Estados Unidos, fez com que reconhecesse que seu caminho estava mesmo no bolero, com o sonho de um dia poder lançar boleros compostos também por autores argentinos.
Em 1940, deixou seu emprego e assinou contrato com exclusividade com a prestigiosa Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual ficou por muitos anos, apesar do assédio de outras poderosas rádios da capital da Argentina.
Em 1941, pela primeira vez veio atuar no Brasil, com uma passagem discreta pelo Cassino de São Vicente e pela Rádio Cruzeiro do Sul, de São Paulo. Têrs anos mais tarde, em 1944, teve a oportunidade de realizar uma nova temporada no Rio de Janeiro e Petrópolis, nos famosos cassinos Atlântico e Quitandinha. Apresentava-se com um traje típico espanhol, cantando trechos de óperas e boleros. No decorrer dessa temporada, gravou um disco na Continental, lançado em março de 1945, com "Sé Mui Bién Que Vendrás", bolero, e "Lamento Espanhol", canção.
Suas vindas ao Brasil aconteceram cada vez mais, de tal modo que logo se tornou como que um artista brasileiro. Nos clubes, nas rádios, nas casas noturnas, por toda a parte, capitais e interior, comparecia para levar seus sucessos e receber os aplausos de um público imenso e fiel. Atuava em toda a América do Sul, tendo ido a Portugal, Espanha e Cuba. Em Cuba, para uma temporada de menos de um mês, exigiu e recebeu uma quantidade fabulosa.
Sua residência continuava sendo Buenos Aires, onde possuía uma suntuosa casa numa esquina da Calle Corrientes, hoje sede de uma embaixada, e uma casa de veraneio. Na Argentina, participou de 3 filmes, sendo o galã de Que Hermanita! Em suas entrevistas, porém, sempre dizia que pretendia vir morar no futuro em nosso país.
O tempo confirmou que não estava querendo apenas ser gentil com o público brasileiro. Em 1962, transferiu sua residência para um apartamento em Copacabana, reduzindo sua atividade de cantor, porque passou a ser empresário do ramo de calçados. Instalou uma fábrica em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os resultados não foram contudo os esperados. "Tive de fechar, pois como todo artista romântico sou um péssimo negociante." Por causa das pesadas dividas, voltou, em 1969, a atuar com a mesma intensidade anterior.
Em 1966, já havia se casado com uma brasileira, Carmen Jensen Ehrardt, que tinha sido Miss Santa Catarina e era 30 anos mais nova que ele. Foi seu segundo casamento, do primeiro tendo um filho na argentina.
Nos últimos 4 anos de carreira, fez-se acompanhar da Tropical Brazilian Band, que formou com músicos de São José do Rio Preto. Manteve a média de 200 apresentações por ano.
Faleceu repentinamente, em 17.12.1978, na sua residência na cidade de São Paulo, de infarto do miocárdio. Na vspera, tinha se apresentado pela última vez num clube de Curitiba. Deixou uma filha de um ano e quatro meses, Carmen Patrícia, sendo sepultado na capital paulista, no Cemitério do Morumbi.
Para todos os que o conheceram na intimidade, ficou a lembrança de um homem extrovertido, extremamente modesto, profissional correto, bom amigo, marido e pai. Tanto quanto, para seus admiradores brasileiros e de todo o mundo latino, ficou sua marca de Rei do Bolero, nos discos e nos corações.
O texto acima no representa a biografia completa do artista, mas sim, partes importantes de sua vida e carreira.
Revivendo
Oración A Mi Amada

01. Nunca, Jamás - com Côro e Orquestra Luiz Arruda Paes
    (Lalo Guerreiro) • 3:05
02. Que Murmuren - com Rafael Puglielli & Orquestra
    (Ruben Fuentes) • 3:10
03. Oración A Mi Amada - com Trio Ypacarai & Orquestra Hector Lagna Fietta
    (Eladio Martinez/Emigdio Ayala Baez) • 3:07
04. Que Será De Ti - com Trio Ypacarai & Orquestra Hector Lagna Fietta
    (Demetrio Ortíz/Maria Thereza Marquez) • 2:50
05. Anahi - com Rafael Puglielli & Orquestra
    (J. Oswaldo Sosa Cordero) • 2:53
06. Espinita - com Côro e Orquestra Luiz Arruda Paes
    (Nico Jimenez) • 3:03
07. Fueron Tres Años - com Rafael Puglielli & Orquestra
    (Juan Pablo Marín) • 2:59
08. Muy Cerca De Ti - com Rafael Puglielly & Orquestra
    (Ben Molar/Florentín Giménez) • 3:00

Saturday, April 28, 2012

LUCHO GATICA

A Voz Romântica Das Américas (1956)


Luis Enrique Gatica Silva (11/08/1928, Rancagua, Chile), mais conhecido como Lucho Gatica, filho de Agustín Gatica, comerciane e pequeno agricultor e de Juana Silva, dona de casa.  Seu pai morreu em 10 de Fevereiro de 1933 e em sua infância passou por muitas privações junto com seus sete irmãos.
Foi Arturo Gatica, irmão dez anos mais velho e já atuando como músico desde 1938, quem o incentivou em seus primeiros passos musicais.  Lucho Gatica estudou no Institudo Higgins de Rancagua, dependente da congregação católica dos Hermanos Maristas, e, em 1941 começou a cantar em peças da escola e na rádio de Rancagua, fazendo um duo com seu irmão, aos treze anos.  Em 1943 gravou o primeiro disco de sua vida; um acetado registrado na mesma rádio, com três toadas e uma delas chamada "Negra Del Alma", acompanhado pelos violões de dois amigos, Antonio Muñoz e Ernesto Rossón.
Arturo também o acolheu quando este chegou em Santiago, em 1945.  Neste ano matriculou-se no Instituto Alonso de Ercilla, também dependente dos Hermanos Maristas, onde teve, entre seus companheiros, Andrés Zaldiva, futura figura política Chilena.  Um ano mais tarde, em 1946, o estudante Gatica inscreveu-se também na Escuela Industrial Nº 2 de Santiago, para conseguir o título de Técnico de Mecânico Dental.  Mas ao mesmo tempo Arturo levou seu irmão à Rádio Minería para apresentá-lo ao locutor Raúl Matas, que apresentava o programa La Feria De Los Deseos.  Aos dezoito anos de idade, Lucho Gatica cantou "¿Tú, Donde Estás?"
Em 1956, Lucho iniciou uma tournée pelo exterior que o levou à Venezuela.  Em 1957, Lucho decidiu mudar-se para o México, um país que teria grande importância em sua vida.  No México lançou "No Me Platiques", "Tu Me Acostumbraste" e "Voy A Apagar La Luz", este último lançado em 1959.
Em 1958, é lançado o primeiro disco em formato LP de Lucho Gatica.  Dos seus três álbums lançados neste ano foram compilações de suas gravações mais conhecidas no formato de 78rpm.  O terceiro foi chamado Encadenados.
Mais tarde, Gatica decidiu ficar permanentemente no México e lá casou-e em 21 de Maio de 1960 com a atriz Porto-Riquenha María del Pilar Mercado, conhecida popularmente como Mapita Cortés, que também residia no país azteca.  Desta união, que durou 18 anos, o casal teve cinco filhos, entre eles, o primogênito Luis Antonio Gatica Mercado (1961), ator, e o menor, alfredo Gatica Mercado, produtor musical.  Após o divórcio, Lucho Gatica mudou-se para os Estados Unidos.  Seu segundo casamento foi com uma modelo Norte Americana que conheceu no começo dos anos 80, e com que permaneceu casado por seis anos, e com tem teve sua sexta filha, Luciana.  Após a separação, em 1986, casou-se com sua atual esposa, Leslie, vinte anos mais nova, com quem teve sua filha mais nova, Lily Gatica.
Em 1961, Lucho Gatica começou a apresentar seus primeiros problemas vocais, num desgaste que agravou-se pelos anos seguinte e influenciaram sua baixa produção discográfica.
Em 1996 recebru uma grande homenagem em Miami, Estados Unidos, por parte de artistas diversos.
Para mais informações, por favor visite a Wikipedia.

A Voz Romântica Das Américas

01. Prohibido - com Roberto Inglez & Orquestra
    (M. Sucher/Carlos Bahr) • 2:44
02. La Volvi A Encontrar - com Roberto Inglez & Orquestra
    (Charlo) • 3:05
03. Besame Mucho - com Roberto Inglez & Orquestra
    (C. Velasquez) • 3:04
04. Las Muchachas De La Plaza España - com Roberto Inglez & Orquestra
    (M. Ruccione/Marchione) • 3:07
05. Quiereme - com Don Roy & Orquestra
    (Gaymer/Da Costa) • 2:48
06. Vaya Con Diós - com Trio Peregrinos
    (Gamboa/Russell/James Pepper) • 2:51
07. Sinceridad - com Trio Peregrinos
    (Gaston Perez) • 3:10
08. Ruega Pos Nosotros - com Don Roy & Orquestra
    (Alberto Cervantes/Ruben Fuentes) • 3:01
09. Vuela Paloma - com Don Roy & Orquestra
    (Bruno Cherubini/Carlos Concina) • 2:49
10. Risque - com Don Roy & Orquestra
    (Ary Barroso) • 3:21

Saturday, April 14, 2012

5 LATINOS

Los Dulces 16 Años (1960)



Los 5 Latinos, um grupo vocal-instrumental do rock and roll da Argentina ainda está ativo, estabelecido em 1957. Considerado por muitos como o grupo vocal mais famoso de todos os tempos foi um dos primórdios do rock latino e um dos primeiros grupos a cantar rock em espanhol, bem como em alcançar a fama mundial, replicando estilo doo wop do The Platters.  Liderado por uma mulher, Estela Raval, algo incomum na época de sua origem, e seu marido, o trompetista Ricardo Romero, junto com Hector Buonsanti, Mariano e Francisco Jorge Crisiglione Pataro, este último substituído em 1960 por Carlos Antimori.
Em 1957 eles gravaram seu primeiro single com a Columbia ("Young Love", "Abrir as janelas") e em 1958 seu primeiro álbum (Maravilloso, Maravilloso, Columbia, 1958), acompanhado pela orquestra de Waldo de Los Rios, com grande sucesso como "Recordándote" (que alcanou o segundo lugar no ranking da Discomania Mundo, que transmitia o programa para toda a América do WRUL Nova York), "Young Love", "Abrir As Janelas" e um cover em espanhol da ultrafamosa "Only You" (Só Você). Imediatamente alcançou uma extraordinária circulação internacional, que foi mantida por muitos anos. Eles fizeram shows ao redor do mundo, chegando a tocar no Ed Sullivan Show e dividiu o palco com The Platters, sendo seu maior hit, "Ballada De La Trombeta."
No incio de 1959 eles lançaram seu segundo álbum, "Dímelo Tu" (Columbia), escolhido como primeiro corte por ser o primeiro tema rock roll composto por autores sul-americanos que se tornou sucesso internacional. Naquele mesmo ano, fez sua primeira turné internacional para o Uruguai, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, México (onde permaneceram por seis meses), Costa Rica e Porto Rico. Na Venezuela teve seu próprio show. No México ficou em primeiro lugar durante quatro meses, como figuras centrais do então famoso programa de televisão Siempre en Domingo, liderado por Raul Velazco, aparecendo em arenas de touradas, para acomodar público em suas apresentações.
Em 1960 foi para a Espanha onde a sua chegada foi um evento nacional, aparecendo no Parque Flórida.
Eles viajaram por todo o país por um ano e meio, incluindo uma performance histórica conjunta com o The Platters em 29 de junho 1960 na arena de tourada em Valência diante de 35.000 pessoas. Em 1961 apareceram no Olympia de Paris com Gilbert Becaud, estando entre o público, artistas como Judy Garland, Charles Aznavour e Édith Piaf. O passeio continuou por Portugal, Itália, Grécia, Egito, Israel, Líbano, Inglaterra, e novamente na Espanha para trabalhar ao lado de Frank Sinatra em um programa especial do Festival. Depois de viajar toda a Europa, visitou a América, realizando shows, na Califórnia, em Los Angeles, San Francisco, Hollywood e Las Vegas.
Em 1969, quando o seu sucesso parecia cair, anunciaram a dissolução da banda e o lançamendo da carreira solo de Estela Raval. A despedida foi realizada no luxuoso Hotel Hermitage de Mar del Plata, fechando o desempenho com uma performace inesquecível e emocionada de "Tu Eres Mi Destino", que Estela Raval não pode deixar de chorar, a ponto de interromper a canção. Após a separação, Estela Raval desenvolveu uma carreira solo, acompanhada por seu marido, Ricardo Romero, mas sem atingir o reconhecimento que recebeu com a banda. Mariano Crisiglione criou seu próprio conjunto vocal, Charles Antinori fundou sua própria orquestra e Hector Buonsanti dedicou-se a arranjos musicais.
Para maiores informações, por favor, visite a Wikipedia

Los Dulces 16 Años

01. Te Diré (Bracchi/D'Anzi) • 2:37
02. Tiempo Tormentoso (Harold Arlen/Ted Koehler/Vers.:Ben Molar) • 3:01
03. Pequeña Flor (Sidney Becht/Vers.:Ben Molar) • 3:04
04. Tu Eres Mi Destino (Paul Anka/Vers.: Rafaelmo Latino) • 2:20
05. Las Hojas Muertas (Joseph Kosma/Jacques Prévert/Vers.: Ben Molar) • 2:27
06. Naciste Tarde (Charles Strouse/Frederick Tobias/Vers.: Ben Molar) • 2:08
07. Solamente Tu (Buck Ram/Andrew Rand/Vers.: Ben Molar) • 3:04
08. Los Dulces 16 Años (Ira Kosloff/Irving Reid/Tony Springer/ Vers.: Ben Molar) • 2:48
09. Hay Humo En Tus Ojos (Otto A. Harbach/Jerome Kern/Vers.: Lucio Milena) • 2:25
10. Mi Madre Querida (Jack Yellen/Lew Pollack/Ver.: Ben Molar/Rafaelmo Latino) • 2:43
11. Yo Creo (Erwin Drake/Irving Graham/Jimmy Shirl/Al Stillman/Vers.: Ben Molar) • 2:44
12. Himno Al Amor (Margueritte Monnot/Édith Piaf/Vers.: Ben Molar) • 2:07
13. Que Bonito Amor (José Alfredo Jimenez) • 2:25
14. Mi Oración (Georges Boulanger/Jimmy Kennedy/N. Noriega/Vers.: Ben Molar) • 2:52

Saturday, April 7, 2012

AMARUS

El Condor Pasa (19??)


El Condor Pasa
Eu me lembro exatamente de ter comprado essa fita em um mercado em La Paz.  Só não consigo me lembrar se foi no início da década de 1980 ou se foi por volta de 1986.  De qualquer maneira, escutar essas músicas é como estar passeando pelos Altiplanos Andinos...

01. El Condor Pasa (Daniel A. Robles/Oscar Valles) • 6:56
02. Ti Ha Wa Na Ku (Luis Rico) • 3:02
03. Amores Hallaras (D. R.) • 3:42
04. La Vidita San Lorenzo (Nilo Saruco) • 4:48
05. Carnaval Grande (D. R.) • 3:05
06. El Humahuaqueño (D. R.) • 2:53
07. La Danza De La Llama (Jorge Gil) • 4:07
08. Viva Mi Patria Bolivia (Apolinar Camacho) • 3:17
09. Papel De Plata (D. R.) • 2:59
10. Piedras En El Rio (D. R.) • 3:30
11. La Mariposa (Gumercindo Licidio) • 3:26

Saturday, March 31, 2012

DÉLIO & DELINHA

Prenda Querida (1962)



Délio (José Pompeu) e Delinha (Delanira Gonçalves), dupla sertaneja de cantores e compositores do Brasil, nasceram na cidade de Maracaju, no então Estado de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. Primos e também marido e mulher, iniciaram a carreira artística profissional na década de 1950, na mesma época em que haviam se casado. Cantando, de início, em festas e programas de auditório, foram conquistando uma rápida e merecida popularidade, que incentivou o casal a seguir em frente com maiores desafios.
A dupla cantou a música típica e de raíz de Mato Grosso do Sul, por Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, entre outros, fazendo com que o nosso Estado ficasse conhecido no Brasil. Eles cantavam ritmos como o Maxixe Mato-Grossense, Cana Verde, Arrasta-Pé, e principalmente, o Rasqueado. Os dois artistas foram um dos primeiros a divulgar a música do nosso Estado para o Brasil todo.
Pouco tempo depois de se casarem, Délio e Delinha mudaram do interior Mato Grosso do Sul (na época, Maracaju-MS ainda pertencia ao Estado do Mato Grosso) para capital Paulista, onde atuaram nas Rádios "Bandeirantes" e "Nove de Julho". Delinha tinha apenas 19 anos de idade, na época.
A mudança para São Paulo-SP foi incentivada pelo compositor Sul Matogrossense Zacarias Mouro e, além de atuarem nas duas emissoras de rádio já mencionadas, a dupla assinou contrato com a gravadora Califórnia, na qual "O Casal de Onças de Mato Grosso" gravou no dia 26/03/1959 o primeiro Disco 78 RPM (TC-1.045), tendo no Lado A o Rasqueado "Malvada" (Delinha/Délio) e no Lado B o Rasqueado "Cidades Irmãs" (Délio/Delinha).
Em 1960 gravaram, também de autoria da dupla, o rasqueado "Prenda Querida" e a guarânia "Meu cigarro".
Gravaram também no mesmo ano, entre outras composições, o rasqueado "Querendo Você", em parceria com Biguá, radialista e compositor.
A dupla estava empenhada em gravar ritmos considerados de raíz, como o Rasqueado e a Cana-Verde, entre outros. Ainda em 1961 gravaram, de autoria da dupla, a Cana-Verde "Louvor a São João" e o arrasta-pé "Triste Verdade".
Délio e Delinha também participaram da gravação da trilha sonora do primeiro filme estrelado pela inesquecível dupla Tonico e Tinoco: "Lá No Meu Sertão" de Eduardo Llorente, em 1961.
Em 1962 gravaram, também de autoria da dupla, o Rasqueado "Coisinha Querida".
Em 1963 gravaram, entre outras composições, o Maxixe "Mundo de Ilusão" e a Cana-Verde "Triste Adeus", ambas de autoria da dupla.
Em 1964, também de autoria da dupla, gravaram o Rasqueado "Lembrando Mato Grosso" e o Maxixe "Esperança Perdida".
Apesar da dupla ter se realizado artisticamente na Capital Paulista, a saudade foi muito maior e Délio e Delinha decidiram retornar ao querido Estado do Mato Grosso, ainda na década de 1960. Ocorreu também o divórcio após 25 anos de casamento.
A dupla porém chegou a se reunir novamente em 1978, ocasião na qual lançou o disco independente "O Sol e a Lua".
Em 1993, influenciados por antigos admiradores, somados a uma numerosa geração jovem, que veio aos poucos descobrindo seu belíssimo repertório, a dupla reapareceu em algumas apresentações públicas.
Em Dezembro de 2007 foi lançado o CD e o DVD comemorando os 50 anos de carreira da dupla Délio e Delinha no Clube União Beneficente dos Sub-Tenentes e Sargentos das Forças Armadas, em Campo Grande-MS, DVD esse que foi gravado no mesmo local, no dia 02/06/2007, e que contou com a participao de Maciel Corra e Zézinho Nantes.
O DVD apresenta diversas músicas que marcaram a trajetória da dupla, intercaladas com imagens de arquivo, fotos e depoimentos de amigos, músicos e profissionais de Emissoras de Rádio que sempre acompanharam a carreira do casal.
Em linguagem agradável e poética, contada a trajetória de Délio e Delinha e seu repertório, cujas letras retratam amores impossíveis, sentimentos nativos e sofrimentos apaixonados. Composições musicais que permanecem na memória dos que conhecem (mesmo que tardiamente) os sucessos de Délio e Delinha.
Esse trabalho resultou do empenho do repórter cinematográfico José Eduardo Moraes (o Zédu), e também de João Paulo, filho de Délio e Delinha. De início, eles foram em busca de financiamento do FIC (Fundo de Investimentos Culturais) do Governo anterior, no entanto, no conseguiram o recurso.
Resolveram então ir em busca de recursos junto iniciativa privada em Campo Grande-MS. Os recursos levantados, no entanto, foram muito aquém do que se necessitava, em relação aos custos da gravação, levando-se também em conta a importância da dupla Délio e Delinha para a Cultura Sul-Mato-Grossense.
Mesmo assim, o Projeto foi levado adiante e foi gravado o importante DVD, prestando justa homenagem dupla Délio e Delinha, proporcionando também à nova geração de apreciadores o contato com o trabalho da dupla, que não pode ser jamais esquecida.
Morreu no dia 08/02/2010, aos 84 anos de idade, o cantor Délio. O velório foi realizado na Câmara Municipal de Campo Grande. O cantor faleceu por volta das 17:30 h, no Hospital do Câncer Alfredo Abraão, em Campo Grande (MS), vítima de um câncer de pulmão. O sepultamento foi realizado no Cemitério Jardim da Paz, saída para Sidrolândia.
Délio morava com a segunda esposa, Olanda Roque, e com quem estava casado há 30 anos.
Prenda Querida

01. Malvada (Délio/Delinha) • 2:52
02. Não Me Pergunte Nada (Mário Vieira) • 2:52
03. Querendo Você (Délio/Delinha/Biguá) • 3:01
04. Eu E O Sabiá (Délio/Delinha) • 2:45
05. Carta Sem Destino (Délio/Delinha/Claude Alves) • 2:28
06. Triste Verdade (Délio/Delinha) • 3:11
07. Prenda Querida (Délio/Delinha) • 2:20
08. Já Fui Boêmio (Délio/Delinha) • 2:44
09. Coração Sertanejo (Délio/Delinha) • 2:23
10. Verbo Amar (Délio/Delinha) • 2:42
11. Transmissor Da Saudade (Délio/Delinha/Biguá) • 2:52
12. Receita De Amor (Délio/Delinha) • 2:20

Saturday, March 24, 2012

AMAMBAY CARDOZO OCAMPO

Recuerdos Musicales Del Paraguay (1978)


Amambay Cardozo Ocampo (14/08/1945 - 06/04/1997), nasceu em Buenos Aires, Argentina, filha do compositor e poeta Mauricio Cardozo Ocampo e Fidelina Fleitas Guerrero.  Cresceu no ambiente musical e, naturalmente optou por tornar-se intérprete.  Filha de pais paraguaios, estudou canto em Buenos Aires e Assunção por mais de 20 anos.  Apresentou-se pela América Latina e gravou 6 LP's.
Para maiores informações, por favor visite o Portal Guarany.

Recuerdos Musicales Del Paraguay
Este foi um dos primeiros discos que passei para CD, emprestado de um amigo que havia conhecido Amambay pessoalmente, quando viveu no Paraguay.

01. Recuerdos De Ypacaraí (Demetrio Ortíz/Zulema de Mirkins) • 3:57
02. Cambá La Mercé (Hipólito Sánchez Quell/Mauricio Cardozo Ocampo) • 3:20
03. Anahí (Osvaldo Sosa Cordero) • 4:03
04. Canto A Itacurubí (Antonio Ortíz Mayans/Mauricio Cardozo Ocampo) • 3:08
05. Pajaro Chovy (Pitagua) • 2:23
06. Galopera (Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:47
07. Pot Pourri • 4:50
       Asunción (Federico Riera)
       Noches Del Paraguay (Samuel Aguayo/J. P. Carlés)
       Canto Al Paraguay (E. Altinier/De Los Rios/Mauricio Cardozo Ocampo)
08. San Baltazar (Hipólito Sanchéz Quell/Mauricio Cardozo Ocampo) • 2:52
09. Alma Vibrante (Carlos M. Giménez/Agustín Barboza) • 4:20
10. India (José Asunción Flores/Manuel Ortíz Guerrero) • 4:12
11. Mombyry Guivé (Ina R. de Ramos Giménez/Mauricio Cardozo Ocampo) • 3:37

PREFÁCIO

Antes haviam os Índios nativos das Américas, com suas músicas religiosas e ritualísticas.  Depois chegaram os colonizadores Europeus e em sua bagagem trouxeram a música dos grandes centros e palácios da época.  Então eles resolveram trazer os Africanos, que por sua vez, também trouxeram seus rituais e costumes para o Novo Mundo.  Durante esses poucos séculos desde o descobrimento, a miscigenação das raças, culturas e costumes, somados à herança trazida por outros povos que por aqui resolveram ficar, influenciou de maneira irremediável a música produzida no continente, tornando-o em uma fábrica de sons, rítimos e harmonias fantásticas, que se encontram em constante evolução, com características próprias de cada um dos países que compõem este continente.
Este blog é dedicado à música Latino-Americana e, dentro das minhas possibilidades, tentarei postar, com alguma regularidade, uma parte dessa cultura musical, que apesar de relativamente nova, está profundamente enraizada na alma de nosso povo.